ELE É TEU SOCORRO

“Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” Oséias 6:3

ImagemA saída da alva é CERTA para os que estão vivos. Assim também, Deus virá em teu favor se sua fé permanecer viva n’Ele! Não desfaleça, não desanime, lembre-se que se está vivo, as misericórdias do Senhor já se renovaram sobre você e hoje tem mais uma oportunidade de vê-Lo saindo para ser teu socorro presente.

A chuva serôdia vem ‘fora de tempo’, fora da obviedade humana, fora do entendimento do homem e sua razão. Quando você menos esperar, Deus bradará e sua vitória chegará para refrigerar seu coração, terra que foi plantada a boa semente de Cristo. Somente creia e fique firme.

BOA SEMANA, EM CRISTO!

 

UM ENCONTRO INEVITÁVEL

Acredito que sejam raras as pessoas que nunca tenham ouvido a história bíblica de certo homem que fora engolido por um grande peixe. Pois então, o texto em tela, diz respeito a este homem, que vivera essa experiência inusitada e tão real. Embora haja muito em que se falar nesse texto, nos atentaremos apenas há uma parte.

EsconderConsoante se observa no Capitulo 1, versículo 3, do livro de Jonas, este tentou fugir do Senhor.

“E Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor […]”

Há de se falar, que deste os tempos remotos, até mesmo antes de Cristo, o homem procura fugir de Deus.

Aliás, o primeiro homem e a primeira mulher criados por Deus tentaram se esconder dele, após comerem do fruto proibido:

“E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.” (Gênesis 3:8).

Ocorre que é impossível se esconder ou fugir do Senhor, conforme aponta o Rei Davi, nos Salmos de capitulo 139, versículos 7.

Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?

Acontece que em nossos dias atuais, também está patente a presença de tais comportamentos e atitudes. Quantas pessoas têm tentado se esconder do Senhor? Fugir diante da sua face? Tentando tardar ou adiar esse encontro?

Na verdade, nem precisávamos ir muito longe, por mais que seja difícil confessar, quantas vezes muitos de nós não temos o mesmo comportamento que Jonas e tantos outros tiveram, quando passamos o dia, a semana, ou até mesmo o mês fugindo do Senhor, mesmo sem percebermos.

Exemplos disso é quando deixamos de conversar ou consultar a Deus sobre algum negócio, ou quando estamos tão envolvidos com nossas atividades profissionais ou afazeres domésticos que não damo-nos tempo ou oportunidade para orar, buscar, encontrarmos com Deus.

Contudo, diz a bíblia que quando Jonas estava no ventre daquele grande peixe que o engolira, ele se lembrou do Senhor:

“Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do Senhor[…]” (Jonas 2:7).

Desfalecer significa: enfraquecer; perder as forças, o ânimo, o alento.

Logo, Jonas só lembrou-se do Senhor quando perdera as forças, quando estava fraco, quando não via mais solução, saída para o seu problema.

Assim, somos muitos de nós, que só lembramo-nos do Senhor quando precisamos dele.

Pois, quando tudo está bem, quando não há problemas, quando as portas se abrem, é muito fácil esquecer-se daquele que nos proporcionou tais condições.

Mas importa dizer e confessar que precisamos do Senhor em todos os instantes.

Encontro com DeusHoje ainda há tempo de você, nós, lembrarmos e valorizarmos aquele que sempre esteve e está ao nosso lado, lembrar de sermos gratos a esse Deus pelos benefícios concedidos, independente de onde estamos, e do que temos enfrentado, jamais, jamais podemos nos esquecer do Senhor.

E você já se lembrou do Senhor hoje?

COMIDA DE PROFETAS

II Reis 15:4

“Porque sucedeu que, destruindo Jezabel os profetas do Senhor, Obadias tomou cem profetas, e de cinquenta em cinquenta os escondeu numa cova, e os sustentou com pão e água.”
Pão e Água
Era muito bom beber o vinho nos tempos bíblicos, fazia parte da cultura do povo, muitas famílias cultivavam uvas para produzirem o seu vinho e assim participarem quando convinha, porém, aos mais pobres, não era tão comum e frequente o beber do vinho e poderia ocorrer somente em festas ou comemorações. Já a água fazia parte da realidade de todos, sendo óbvio pela necessidade biológica do ser vivo. Ninguém pode ficar sem tomar água muito tempo, primeiramente sente-se fortemente no corpo as consequências da falta de água e, logo depois, se enfraquece, indo a óbito.

A água é necessidade básica humana. Simples, transparente, refrescante , renovadora.

Jesus disse em João 7: 37,38: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba (…) rios de água viva correrão do seu ventre”.
Em outra ocasião o Mestre também disse: “Eu sou o Pão da Vida” em João 6:48.

A clareza, simplicidade e pureza do Evangelho é o que nos renova a cada dia, porque o Evangelho se cumpre em nós em cada instante. Isto não é para eventos especiais ou ocasiões específicas, pelo contrário, viver o Evangelho de Cristo é necessidade básica, é de uso contínuo e diário, de outra forma, não se pode subsistir às lutas diárias, às covas da vida.

O pão sempre foi, em toda a história humana, alimento básico, assim como os vários derivados do trigo, cereal mais cultivado no mundo.

Jesus é o que nos sustenta com o poder da sua Palavra. Ele, revelado em nós através do Espírito Santo, é o que nos mantém de pé, que nos dá vigor para sair às batalhas e renova nossas forças quando estamos cansados.

O alimento dos profetas também era profético. O profético é o que sai de Deus, que é onisciente. Do pão vem o sustento, que é Jesus, que moído na cruz, nos deu direito a habitar na Jerusalém Celestial. A água é o Espírito Santo e sua operação em nós através da Palavra de Deus.

Deseja o profético? Deseja ser profeta? Não é fácil, não é confortável, não te dá o sucesso que muitos dizem, mas te dará a certeza de ser sustentado somente por Jesus e a operação de poder de sua Palavra e de breve estar com Ele na Pátria vindoura.

VIDA DE PASTOR

João 10:7

“Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.”

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O pastor, muitas vezes, era um empregado da família, um servo que tomava conta das ovelhas, cabras de seu senhor.

As ovelhas (e/ou cabras) eram muito importantes para a família da época, visto que através delas era obtido o leite e a carne para alimentação, a pele e o pelo que serviam para confeccionar peças para o vestuário, os chifres que eram transformados em vasilhas para armazenamento de óleo ou para fazer buzinas e trombetas. Destes animais praticamente tudo se aproveitava, por isso muitas vezes era preferível manter um rebanho ao invés de ter dinheiro.

A importância destas fica evidente. Por isso também, Jesus diz em João 10:11 que Ele dá a vida pelas ovelhas. Davi também o fez em I Samuel 17:34-36, quando lutou pelas ovelhas que estavam aos seus cuidados pondo em risco sua própria vida. Ursos, leões, chacais, lobos, raposas e hienas eram frequentes predadores que investiam sobre os rebanhos e os pastores. Assim como Jesus, Davi sabia que ovelha em mãos erradas era grande prejuízo, uma ovelha só já representava muito valor para eles.

O pastor dos tempos bíblicos não gozava de status, fama, reconhecimento, popularidade, pelo contrário, Jacó descreve as agruras que sofria ao cuidar do rebanho de Labão em Gênesis 31:40: “Estava eu de sorte que de dia me consumia o calor, e, de noite, a geada; e o meu sono foi-se dos meu olhos.” Não foi a vida dentro da corte de Faraó que preparou Moisés para guiar o povo por 40 anos no deserto, mas foi a solidão que passara com o rebanho de seu sogro que o capacitou a enfrentar as dificuldades que viriam, também foi quando cuidava do rebanho que teve o encontro com Deus no monte Horebe, ali pôde observar a sarça que queimava sem ser consumida pelo fogo. Moisés não escolheu ser pastor, mas por precisar se esconder dos que buscavam sua vida para tirá-la, era o melhor ofício a ser exercido. Ser pastor sempre foi sinônimo de vida de dores, de sofrimento, vida de privações físicas e, principalmente de muita luta pelas ovelhas que se dedicava a cuidar “com sua própria vida” e recursos.

Por todos estes perigos e situações que rotineiramente se encontravam, havia alguns objetos quase obrigatórios para seu uso: O cajado, a vara, a funda, e o alforje. A capa e um instrumento musical também eram comuns, mas não necessariamente obrigatórios, segundo relatos históricos.

O cajado era usado primeiro para apoio do próprio pastor, ajudava a andar com mais segurança em terrenos irregulares, e quando necessário, a curvatura em sua extremidade era encaixada na ovelha para puxá-la para mais perto. A vara era um instrumento de confronto, usada basicamente para enfrentar os predadores do rebanho, com a vara o pastor espantava estes dispersadores. A funda era uma tira de couro com cordas em suas extremidades, usada para arremessar pedras, basicamente. Existiam dois princípios básicos ao uso da funda, primeiro, era usada quando uma ovelha se desviava do rebanho, com uma pedra lançada logo a sua frente, ela temia e voltava à posição original no rebanho. A outra situação era também de combate, com a funda, o pastor arremessava pedras contra os inimigos do rebanho. O alforje era usado para carregar alimento, já que muitas vezes era necessário mudar todo o rebanho de lugar em busca de novas pastagens e água. Poderia ser utilizado para guardar outros objetos pessoais. A capa era de uso não somente de pastores, obviamente, mas em suas peregrinações estes a utilizavam para proteção do sol, dos ventos, para cobrir o lugar onde iriam pernoitar e outras tantas utilidades. O instrumento musical que alguns levavam consigo era, normalmente, uma flauta feita de uma espécie de bambu, encontrado na Bíblia algumas vezes como caniço ou cana, uniam-se dois pedaços e através do sopro extraía som da mesma.

A solidão era marca patente na vida dos pastores. Este isolamento com as ovelhas fazia com que eles dessem nomes a estas e conhecessem cada particularidade, inclusive distinguindo as respectivas famílias dentro da malhada.

Com todos os duros percalços da caminhada diária, a noite ainda se apresentava a mais perigosa parte desta vida de dedicação ao trabalho e cuidado do rebanho. Dependendo por onde se andava, não existia lugar de repouso seguro, é verdade, mas quando conseguia fazer ou chegar a algum lugar como um redil ou aprisco, normalmente se apresentava como uma caverna ou um cercado com pedras e espinhos sobrepostos, que cuidavam a respeito de animais e ladrões que poderiam tentar algo prejudicial ao rebanho. Nestes casos, apenas uma passagem existia e, por regra, a menor possível. O pastor se empenhava para que em todo o redil, apenas por um lugar as ovelhas e cabras pudessem entrar e sair, desta forma, ele estaria seguro de que durante a noite nenhuma delas se dispersaria ou que algo as atacasse longe de seus olhos.

Aqui está explícito sobre o que Jesus falava. Ele mesmo seria a porta que guardaria suas ovelhas. Por certo, muitos falsos pastores, que Jesus intitula de “mercenários”, deixavam suas ovelhas a mercê do perigo quando via um lobo ou outro predador qualquer se aproximar, mas Ele mesmo diz que estes não são pastores e as ovelhas não são deles. No verso quatorze, Ele proclama: “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido”.

Temos vivido dias em que se inverteram os valores e reais interesses dos conhecidos pastores. Certo pastor disse uma vez que os valentes da Obra de Deus são homens e mulheres de lágrimas, de dores. Nisto creio. Hoje se busca muito a fama, o estrelato sobre os púlpitos, dentro e fora dos templos, deixando de lado os martírios da vida sacrificial do ministério outrora proposto.

Em contrapartida a este cenário, as ovelhas do aprisco de Jesus podem contar com Ele, o Bom Pastor. Ainda que nas geadas da noite, em meio à frieza espiritual que se aplaca por todo o mundo, no período de trevas que se podem apalpar, ao pecado que se apresenta cada dia com mais naturalidade e até aceitação em muitos corações que já não sabem ou sentem o que é o verdadeiro arrependimento em Cristo Jesus, aos devoradores, dispersadores de rebanhos, predadores vorazes, ávidos pelo ceifar de vidas em Cristo, só Ele tem sido nossa segurança e conforto e refúgio.

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“Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.” Salmos 4:8

A Igreja está resguardada. Quando Cristo disse que Ele mesmo seria a porta das ovelhas, estava dizendo que no redil estaríamos guardados dos perigos da noite que se apresenta fria, perigosa e traiçoeira. Ovelha não enxerga nada a noite, antes é totalmente dependente do pastor, por isso podemos nos alegrar, já que Ele, nosso sumo Pastor nos garantiu que estaremos seguros em seu aprisco. Ele é a porta que nos separa dos perigos da noite, do salteador, das ameaças vivas da escuridão. Para que algo possa investir contra suas ovelhas, teria antes que vencê-lo na porta do aprisco. Podemos glorificar então ao lembrar: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Se Ele venceu as dores, as enfermidades, as tentações, as injúrias, as ofertas malignas, o mundo, venceu a morte, o que poderia nos afligir então? “Tragada foi a morte na vitória” – 1 Coríntios 15:54. A nossa vitória está em nos gloriarmos n’Ele, porque Ele já venceu tudo pelos seus, por amor. Aleluia!

“Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.” Salmos 46:2-4

A grande esperança do servo do Senhor é ouvir sua voz. Jesus disse que conhece suas ovelhas e delas é conhecido, assim, seguem o Pastor porque conhecem sua voz      , porque as chama pelo nome. A voz do Senhor continuará a falar aos seus, porque somos inconstantes, somos falhos e podemos nos desviar do caminho se Ele não falar a nós e não ouvirmos sua voz a nos direcionar. Precisamos desta forma, ouvir constantemente a voz de nosso Pastor, de forma a continuarmos firmes no nosso caminhar, constantes em meio às tribulações e certos de que nada nos separará do seu amor, pelo contrário, estaremos cada dia mais próximos de estarmos eternamente ao seu lado, louvando àquele que abriu mão de toda honra e glória na Eternidade para entregar sua vida como ovelha muda a fim de nos salvar, mesmo sendo pobres pecadores.

 

ImagemAos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:
Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.
E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória.” I Pedro 5:1-4

O LUGAR DOS VALENTES

“Então o anjo do Senhor veio, e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas.” Juízes 6:11

Os servos de Deus, os valentes que o Anjo do Senhor tem buscado estão também malhando o trigo no lagar. Estão escondidos dos midianitas, daqueles que os buscam para roubar o alimento, para tragar a alegria do povo, da Igreja.
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O esconderijo não pode ser outro a não ser o lagar, na rocha, no mesmo lugar que se busca produzir os frutos do Espírito Santo, lugar onde Deus marca um encontro com aqueles que não descansam, antes trabalham, não para uma obra terrena e efêmera, mas para uma Obra Eterna, de redenção da vida do homem.

Deus quer te encontrar também, trabalhando, debruçado sobre a Palavra da Verdade, no moer das sementes, para gerar em você aquele chamado Pão da Vida, Jesus, que alimenta a alma do homem que o busca.
Quando Ele te encontrar, ouvirá sair de seus lábios: “Eu sou contigo, varão valoroso”.

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” 1 Coríntios 15:58

UMA LÂMPADA EM JERUSALÉM

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II Rs 15:4

“Por amor de Davi, o Senhor lhe deu uma lâmpada em Jerusalém, levantando seu filho depois dele e confirmando Jerusalém”.

Israel vivia um período muito difícil de sua história, talvez uma das mais tenebrosas épocas, visto que o reino vinha em um declínio rápido e aparentemente irreversível. Voltando um pouco nas páginas das Escrituras, vemos que se iniciou um governo unificado entre as doze tribos de Israel, Davi conseguiu estabelecer a monarquia com capital em Jerusalém e fazer desta capital também o centro de adoração a Deus.

Salomão sucede Davi no trono e estabelece um reino diferente, de paz, sabedoria e acordos comerciais internacionais, os quais tiraram Israel de uma realidade puramente agrícola para se tornar uma forte economia e, com todos os acordos comerciais firmados, estabeleceu também paz na nação. Contudo, Salomão também foi um rei duro, tinha como característica as grandes construções, as duas que mais chamaram a atenção foram o Templo em Jerusalém e sua própria casa, preparada para 700 esposas, 300 concubinas e todos os funcionários necessários para mantê-la, obra esta realizada ao longo de treze anos.

Devido ao número excessivo de construções e recursos que precisavam ser empenhados nestas, Salomão foi o responsável por promover um povo forçado ao trabalho (muitas vezes escravo), com cargas tributárias muito altas e adoradores de deuses estranhos trazidos pelo vasto comércio internacional da época. Começava assim a grande substituição dos valores espirituais pelos comerciais e palpáveis. Vale lembrar que em I Rs 3:14, o Senhor assim advertiu Salomão: “Se andares nos meus caminhos guardando os meus estatutos, e os meus mandamentos, como andou Davi teu pai, também prolongarei teus dias”, era a condição de Deus para continuar junto ao rei de Israel e quanto mais o coração dos reis se afastavam deste conselho, mais difícil ficava a situação do povo. A obediência a Deus e suas orientações sempre foi condição sine qua non para que Ele permanecesse ao lado dos seus.

Após este, o Senhor promove uma mudança anunciada em Israel. Em I Rs 29-32, o Senhor, através do profeta Aías, fala a Jeroboão, funcionário de Salomão, que se encontrava em grande revolta pelas políticas internas de Israel, que daria a ele 10 partes do reino, porém não tiraria todo o Israel das mãos da Casa de Davi, mas por amor a este, uma tribo ficaria ainda com um descendente de Davi e Salomão (I Rs 11:32, 36). Roboão foi este. Assume o reinado após morte de Salomão, mas já no princípio, ao definir a forma de governo que adotaria, ele recusa os conselhos dos anciãos e se apega aos conselhos dos jovens de Israel (I Rs 12:14), assim declara ao povo que carga mais pesada que seu pai colocara sobre o povo seria a dele, um julgo ainda maior, castigos ainda mais pesados. Com toda esta declaração, o povo se revolta contra Roboão e decide voltar às suas tendas (rejeitando o rei, virando as costas para suas palavras). Roboão reina sobre Judá, o Reino do Sul.

Abias, filho de Roboão, reina em seu lugar (I Rs 14:31) e comete os mesmos erros de seu pai. Seu coração não era perfeito perante o Senhor. Vale lembrar que quando a Palavra cita esta expressão – um coração perfeito perante Deus – normalmente se refere ao homem que colocava Deus acima de todas as coisas em sua vida, como prioridade em suas decisões e, principalmente, que toda a glória, louvor e adoração sempre seriam somente do Senhor. Após estes fatos, a Palavra, como se rompendo com toda aquela história terrível escrita por homens que se perderam espiritualmente, invertendo valores e esquecendo-se dos conselhos de Deus, entra no capítulo quinze e verso de número quatro dizendo “mas por amor de Davi, o Senhor lhe deu uma lâmpada em Jerusalém…”.

Os homens, aparentemente, já não poderiam conduzir o povo a um conserto com Deus, já não seriam capazes de trazer novamente os valores do Deus de Israel para dentro do reino. O Templo estava firmado, Israel tinha uma nação equilibrada economicamente, um povo acostumado ao trabalho e também às batalhas, vantajosas ligações comerciais, porém mesmo com tudo isto, seus líderes eram incapazes de levar o povo aos pés do Senhor. Loucos sem direção segura em suas mãos por não seguirem os conselhos de Deus.

Neste ínterim, a Palavra traz este versículo como uma esperança para um povo que sofria pelos erros de seus comandantes anos após anos. Este pequeno versículo mostra a grande misericórdia e amor de Deus, que já havia determinado a bênção para um povo que só precisaria de alguém que pudesse colocar em ordem os valores d’Ele para os seus.

Quando Deus revela este texto a quem o escreveu, estava mostrando uma profecia que se cumpriria no Evangelho de João 8:12, quando ali Jesus diria “Eu sou a luz do mundo”.

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A promessa de Deus naqueles dias foi esta para que um povo que tinha ciência do amor de Deus para com eles não se esquecesse de que Ele estava sempre olhando para cada um, sempre há um remanescente fiel, sempre há aquele que por mais difícil possa se apresentar a situação, não se esquece do amor de Deus para com sua vida, para com seu povo. A cegueira espiritual, as trevas que envolviam os reis que passaram por Israel era terrível, mas Deus relembra que por amor de Davi, uma lâmpada foi dada a Jerusalém, justamente para trazer à lembrança que o Senhor não os deixaria em trevas, mas que aclararia seus eleitos com a Verdade que Liberta, Jesus. A Palavra do Senhor jamais volta vazia (Is 55:11).

É interessante notarmos que ainda hoje há um povo escolhido, aquele que faz sua vontade, entendemos isto por um dos versículos mais conhecidos e comentados da Bíblia, João 3:16, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha vida eterna”. TODO aquele que crê. O projeto não é mais para um povo hebreu somente, mas para todo o Israel de Deus, para todo o que crer que Jesus é o Salvador, Redentor, o próprio projeto de Salvação, a Luz do mundo.

A profecia se cumpriu em Jesus, o único que poderia ser perfeito diante de Deus para realizar tamanha Obra. Ele é a Raiz de Davi. A lâmpada a qual Deus revelara desde os tempos de Salomão, que não sairia da casa (genealogia) de Davi, por amor, permaneceu acesa até o dia em que Jesus pôde erguer sua voz e dizer: Eu sou a luz do mundo. Se notarmos bem, existe uma grande diferença entre lâmpada e luz. Lâmpada nada mais é que um instrumento, algo que contém uma luz, que é usada para levar uma luz, uma claridade, uma esperança em meio às trevas. Nos tempos de Jesus era comum usar a candeia como luz, mas assim como permanece até hoje, esta poderia se quebrar, poderia acabar o óleo impossibilitando seu uso, ou seja, será sempre um objeto com restrições de uso, com limitações naturais. Já a própria luz é muito diferente. Jesus se revela como a própria luz, Ele é a fonte, d’Ele emanam todas as coisas, Ele é a própria vida.

Candeia_Acesa

A lâmpada ainda está acesa!

Jesus revelado em nossos corações é esta luz e nós, suas lâmpadas, que detém e carregam esta luz por onde passam. Em João 5:35 podemos ver Jesus falando acerca de João, apontado como aquele que “era candeia que ardia e alumiava”, em Provérbios 20:27 diz: “A alma do homem é lâmpada do Senhor”.

Mesmo na atual situação que vivemos, com homens invertendo valores, líderes que se esqueceram da verdadeira vocação a qual foram incumbidos, povos inteiros que já não se lembram do amor e misericórdia do Senhor, muitos por terem sido escravizados numa fé pagã pregada por alguns, outros por substituírem a verdadeira fé, genuína e que agrada a Deus, para se apegarem a dogmas religiosos, crendo que estes são mais importantes para sua salvação. Vivemos um cenário de decadência espiritual em progressão geométrica, trevas que se podem apalpar, como descrito em Êxodo 10:21. Mesmo com tudo isto ao nosso redor, Deus vem nos lembrar: A lâmpada está acesa!

As lâmpadas somos eu e você. Como não se lembrar do nosso irmão Moisés que, após falar com o Senhor no monte Sinai desceu com seu rosto resplandecendo, brilhando, simplesmente por chegar próximo à Glória de Deus. Jesus, a própria fonte de luz, revelado aos nossos corações é a condição que temos de sermos usados como lâmpadas, lâmpadas que brilham por onde passam, que mostram, com seu testemunho, como está a vida daqueles que estão ao seu redor. Um amigo, colega de trabalho, um familiar, nunca disse a você como ele queria ter a sua vida, uma vida balanceada, segura, feliz? Eles talvez não saibam, mas quando olham para você e para mim, na verdade não veem simplesmente um homem, mas veem a Glória de Deus que resplandece em nós através da Salvação que alcançamos no Senhor Jesus.

Moisés quando desceu do monte não sabia que seu rosto resplandecia, mas aqueles que aguardavam por ele viam e temiam chegar até ele, pelo brilho que estava na pele do seu rosto. Desta forma acontece conosco, às vezes nem se quer sabemos a forma que o Senhor tem nos usado, mas aqueles que estão a nossa volta, tem visto o resplandecer da luz de Jesus em nosso viver.

A cidade eleita, a Jerusalém Eternal está sendo confirmada agora, pela sua vida, pela minha vida, isto porque somos filhos de Davi, fazemos parte da sua genealogia, a mesma linhagem real que nos ligou a Cristo Jesus. Cada dia que deixamos Jesus habitar em nós, Ele nos capacita a sermos usados como lâmpadas em meio a um mundo que jaz em trevas, instrumentos para anunciar o Evangelho, a Salvação que é d’Ele, por Ele e para Ele. Glórias, pois, a Ele, eternamente. Amém.

“Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz.” Efésios 5:8